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T&D, INVESTIMENTO OU CUSTO ?
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A gestão de T&D na empresa é fundamental para se alcançar esses objetivos. Esse processo não tem nenhuma novidade, é só seguir corretamente a receita clássica: o seu planejamento, a sua organização, o seu controle, a sua execução (treinamento interno, externo, "in company" , em serviço, a distância etc.), e a sua avaliação.

Sobre a avaliação é-me necessário enfocar a sua valiosa importância, pois é através dela que a empresa acompanha e comprova se o treinamento está sendo um investimento ou se está se perdendo em custo. Não me refiro aqui as avaliações de aprendizagem e de reação que também são importantes e necessárias, mas na avaliação de resultados em treinamento. Esse tipo de avaliação, embora exista desde 1959 ainda é pouco utilizada por ser considerada complexa demais. Na verdade é um tema empolgante, não existe fórmula mágica para se mensurar e acompanhar esses resultados, mas é plenamente possível se avaliar ou analisar o retorno do treinamento para a empresa através de metodologias que considerem aspectos tangíveis e intangíveis e que levem em conta a cultura da empresa e a sua disponibilidade de informações.

Mas voltando às empresas que ainda não despertaram para a importância do treinamento, um outro grande começo é começar. Mesmo que seja começar de novo, de uma forma que torne o T&D ou qualquer outra nomenclatura e amplitude dada a ele, um processo realmente estratégico dentro da organização. E esse começo ou recomeço se torna mais efetivo com o exemplo.

Com o corpo diretivo e gerencial participando de treinamentos promovidos pela empresa. Mas de uma forma efetiva mesmo, sem programas de desenvolvimento gerenciais ou similares que não mudam posturas, que desaceleram os processos de mudança, que não são percebidos pelos colaboradores como necessários ou que não agregam resultados ao negócio. Os investimentos em programas voltados para gestores são relatados pelas pesquisas como os que exigem os maiores níveis de recursos, logo os retornos devem acompanhá-los positivamente em termos de custo-benefício.

Isso vai contribuir na definitiva conquista do merecido espaço do T&D enquanto processo estratégico e que também agregar valor.

Como registrou o ilustre Padre Manuel Bernardes: "Não há modo de mandar, ou ensinar, mas forte e suave de que o exemplo; persuade sem retórica, reduz sem porfia, convence sem debate, todas as dúvidas desata, e corta caladamente todas as desculpas."

Dados sobre o Autor:

Marcos Antonio Martins Lima é mestre em administração de empresas, economista, consultor interno de Recursos Humanos no Banco do Nordeste, facilitador de treinamentos e professor da cursos de pós-graduação.

 



 
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